É cada vez mais insustentável a
permanência do secretário estadual de Saúde Mauri Rodrigues na equipe do
governador Silval Barbosa (PMDB). Acontece que a cúpula do PP está irredutível
e ameaça abandonar a base governista caso Silval opte pela manutenção do
titular da pasta. “Se ficar com o Mauri, fica sem o PP”, disparou o deputado
Antônio Azambuja, em entrevista ao RDNews.
Segundo Azambuja, a decisão foi
tomada em conjunto com o secretário-geral do PP e também deputado Ezequiel
Fonseca depois que se espalhou, nos bastidores, a informação de que Mauri vai
ficar. O posicionamento foi oficializado ao líder do Governo Romoaldo Júnior (PMDB),
que busca contornar a crise e deve agendar reunião com Silval para debater a
questão. Por enquanto, não há uma data para o encontro.
O pedido de exoneração de Mauri
foi apresentado a Silval há pouco mais de 10 dias pelo deputado federal Pedro
Henry , Ezequiel e Azambuja. O governador, após ouvir o pleito, teria se
comprometido em avaliar a solicitação. Dias após, em entrevista ao RDNews,
declarou que o assunto estava sendo analisado internamente. Em meio à
indefinição, progressistas se mostram cada vez mais insatisfeitos com a
manutenção de Mauri.
Os progressistas indicaram como
possível substituto o também deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB). Apesar
disso, Azambuja assegura que a legenda aceita debater outros nomes. “A gente
aceita negociar nomes”, frisa.
Após fritar Mauri, PP quer Maluf
na Saúde e ainda espera resposta
Na tribuna, Azambuja reafirma
críticas a Mauri
Na tribuna, logo após a
entrevista ao RDNews, Azambuja afirmou que Mauri está sendo extremamente
irresponsável na gestão da Saúde e que o Partido Progressista se isenta de
qualquer responsabilidade caso alguém venha a obtido por falta de medicamento
de alto custo. “Você manda uma carta para o secretário, ele manda para as OSS
responder. É por não assumir sua responsabilidade como secretário que não o
queremos mais”, frisa.
Além disso, entrou em embate com
o deputado Emanuel Pinheiro (PR), que tem defendido a permanência de Mauri na
pasta da Saúde. "Quem defende incompetência, ponha no seu partido",
disparou. O republicano, por sua vez, insinuou que romper com a base não ajuda
o governo a corrigir os rumos.
Azambuja também reclamou que o
governador só dialoga e consulta a base aliada quando lhe interessa aprovar
algum projeto do Executivo. Além disso, afirmou ainda que tanto o governador
quanto os secretários Mauri e Pedro Nadaf têm falta de vontade de atender os
parceiros.“Tem secretário no governo Silval que nunca teve um voto, mas quer
mandar mais que os deputados (...). Se o governador quer continuar com o Mauri,
que traga ele e o Pedro Nadaf para votar aqui nesta Casa”, desafia. Já o líder
do Governo, deputado Romoaldo Júnior, tentou contornar a situação garantindo
reunião entre os deputados e Silval ainda nesta semana.
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