Nos próximos dias o Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), fará uma reunião com as cooperativas dos pequenos agricultores da baixada cuiabana para saber de que forma os recursos na ordem de R$ 3 milhões serão aplicados na agricultura familiar. As quatro cooperativas que fazem partem da baixada cuiabana reclamam da estrutura limitada da Central de Abastecimento que existe na cidade de Várzea Grande. São elas: Cooperangi, Coopergrande, Cooperunião e Conprup.
Em reunião com o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado estadual Mauro Savi (PR), presidentes das referidas cooperativas sugeriram que o recurso autorizado pelo Executivo Estadual seja utilizado na compra de adubo orgânico, sementes híbridas e mudas frutíferas com alto padrão genético. Sugeriram também, o aluguel de caminhões e a contratação de técnicos por um período de dois anos.
“Nós temos um local para o depósito dos alimentos, mas é só isso, simplesmente um galpão, o que não é suficiente. Precisamos de estrutura para trabalhar. Hoje, a nossa grande dificuldade é a falta de orientação técnica para o cultivo da nossa plantação e o transporte da nossa carga. Temos uma parceria com a Sedraf nesse sentido, mas de forma tímida”, disse o presidente da Coopergrande (Várzea Grande), Valdeon Ferreira dos Santos, ao destacar que o fator recurso, era a grande preocupação das cooperativas.
Segundo o presidente da Cooperangi (Poconé), Leonir Pereira, a central atende uma média de 40 mil pessoas/mês dentro do projeto da agricultura familiar. Nesse contexto, existem contratos entre as cooperativas e as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande para que os pequenos agricultores abasteçam as escolas e as creches municipais das respectivas cidades. Leonir avalia que com o recurso em caixa será possível estruturar o local para atender um público ainda maior.
“Hoje nós (cooperativas da baixada) atendemos 40 mil pessoas/mês, mas o nosso potencial é para dar suporte a 400 mil. Temos condições para isso. E com esse recurso é possível desenvolver esse trabalho, que além de atender uma demanda maior irá refletir nos ganhos do pequeno produtor. É uma conta lógica, se plantarmos em grande escala, com certeza o retorno será proporcional”, avaliou Leonir ao enfatizar que o apoio do deputado Mauro Savi foi de grande valia para o setor.
“O deputado Mauro Savi está de parabéns pela iniciativa. Desde o ano passado ele vem pleiteando esse recurso. Por várias vezes, nós, enquanto Sedraf, estivemos reunidos com os pequenos produtores da baixada (Cuiabana) e o deputado, tentando encontrar uma solução para a central de abastecimento”, disse o diretor de Agricultura e Abastecimento de Cuiabá, Jilson Francisco. Vale ressaltar que na época em que ainda se discutia a emenda aditiva, Jilson estava como secretário-adjunto da Sedraf.
Ainda de acordo com o diretor de Agricultura e Abastecimento, a Capital mato-grossense tem sido um grande mercado consumidor de alimentos da agricultura familiar, considerando que o Governo Federal impôs algumas regras quanto à aquisição de produtos desse setor, ou seja, escolas e creches da rede municipal passaram a adquirir os produtos do projeto em questão.
“Esses R$ 3 milhões serão destinados para estruturar a central de abastecimento e, consequentemente, atender às cooperativas de maneira que o pequeno produtor possa ampliar o potencial de atendimento desse mercado que vem se expandindo a cada dia”, acrescentou Jilson.
“O pequeno produtor precisa e depende de incentivos para continuar plantando. É do plantio que ele garante sustento para sua família. E é dessa forma que o alimento também chega à nossa mesa. E isso só é possível se o mesmo (pequeno agricultor) tiver estrutura adequada para o trabalho”, enfatizou Savi, ao defender que é indispensável dotar a Sedraf de condições financeiras e técnicas para que a mesma possa contribuir não só com o plantio de qualidade, mas no combate a pobreza no Estado, ampliando a renda e melhorando a qualidade de vida da população que vive na zona rural.
Convém lembrar que, o investimento é proveniente de uma emenda aditiva ao orçamento anual do Estado. A proposição foi criada por lideranças partidárias, entre elas, o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Savi (PR).

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